quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Lindsey Stirling, a violinista

Lindsey Stirling é uma jovem violinista que tem conseguido alguma fama a participar em concursos como o America's Got Talent. Além de tocar violino, ela também é compositora e uma excelente performer,produzindo excelentes vídeos...
Não sou muito apologista destes concursos, mas temos que concordar que a moça tem talento.

O grunge dos Mad Season

Nos anos 90, e posteriormente na década seguinte, formaram-se algumas super-bandas, com músicos oriundos de origens diferentes, partilhando gostos em comum. Os Temple of the Dog ficaram como os mais conhecidos, mas pessoalmente prefiro os Mad Season.
Os Mad Season eram da geração do grunge, e nasceram no ano de 1994. Faziam parte da formação: Layne Staley (Alice In Chains), Mike McCready (Pearl Jam), Barrett Martin (Screaming Trees) e John Baker Saunders, e juntos lançaram apenas um disco, o enorme "Above", talvez um dos marcos na história do grunge. Mike McCready foi o único que fez parte tanto dos Temple of the Dog como dos Mad Season.
Esta banda tinha um som muito mais cristalino e depressivo do que a maioria das bandas de grunge, e poderiam ter sido a passagem para um outro patamar no género, mas infelizmente acabaram por se separar por falta de tempo, e incompatibilidade de horários. Fica a recordação do disco, e do seu tema mais conhecido: "River of Deceit".

Stephen Malkmus & The Jicks - Dark Wave

Depois da dissolução dos Pavement Stephen Malkmus embarcou num projecto com os Tje Jicks, que praticamente eram a sua banda de apoio. Juntos ainda lançaram 4 albuns, o últimos dos quais de 2011.
Fiquem com uma faixa do album "Pig Lib", de 2003. Talvez a mais interessante deste projecto.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Miserylab - too big to fail

Novo vídeo dos britânicos Miserylab, ou se preferirem, de Porl King, já circula por aí. Apreciem...

The Sound - Winning

Sabe mesmo bem, ir a uma festa dos anos 80 e ouvir isto...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ARID - Broken Dancer

São belgas, e já têm 17 anos de carreira, mas apenas 4 albuns lançados nesse período.
"Broken Dancer" é um dos singles desta banda, pop do mais pop que há. Fiquem com o vídeo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O regresso dos Chromatics

"Kill For Love" é o disco que vai trazer de volta os Chromatics, umas das bandas que eu mais tenho seguido nos últimos anos e uma das que mais aguardo para 2012. Já se passaram 5 anos desde o lançamento de "Night Drive", um dos melhores albuns saídos em 2007, e os Chromatics começaram o ano com dois brilhantes temas que serão incluídos em Kill for Love.
Em 2011 já tinhamos conhecido o tema-titulo do disco e um tema que saíu na banda-sonora do filme "Drive", e neste principio do ano tivemos uma cover de Neil Young chamada "Into the Black", e logo depois "Lady" que pelos vistos parece ser o novo single. Já em "Night Drive" havia uma brilhante cover de ""Running Up that Hill".
Vou deixar-vos com estes dois temas mais recentes, com videos realizados por Alberto Rossini, como é habitual.
Cheira-me que vem aí um dos melhores discos do ano.

Chromatics - "Into the Black"



Chromatics - "Lady"

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Música nova: The Darlingtons

O EP de três faixas dos Darlingtons, apropriadamente chamado New Independent, foi um belo trabalho de estreia, e estabeleceu firmemente esta banda novata na lista dos novos talentos britânicos. Originário da cidade de Taunton, em Somerset, este quarteto indie foi fazendo espectáculos desde Shrewsbury a Londres acabando por assinar pela Ordered Records, uma gravadora independente. Lançado em 25 de julho de 2011, "New Independent" certamente ofereceu um bom exemplo do que se pode esperar dos Darlingtons. Tem um som semelhante a contemporâneos indie como The Editors ou White Lies. Talvez as suas letras desamparados, a voz dolente do vocalista (uma reminiscência de Ian Curtis, do Joy Division) ou a injeção de sintetizadores nos atrai para essa comparação.
O single "Bats" está em fase terminal, e será lançado brevemente, já pode inclusivé ser ouvido no site da banda.
Entretanto, fiquem com uma faixa do EP de estreia.
Por aqui vão ser seguidos, com toda a certeza.

autoKratz e Attaque em Março em Lisboa e no Porto

A Bad Life apresenta-se em Portugal a 1 e 2 de Março, em Lisboa e no Porto, e trazem os britânicos autoKratz e Attaque. A Bad Life Tour passa por Lisboa, no Musicbox, no dia 1, inserida numa noite Match Attack com autoKratz (live), Attaque (live), autoKratz (DJ set), MAD.MAC, Gallak, KATFYR e Bitsound. No dia seguinte, o Clash Club leva editora londrina ao Plano B, no Porto, com autoKratz (live), Attaque (live), autoKratz (dj), Dids e What DJ?.
Criada pelos britânicos autoKratz, a editora Bad Life reune nomes como NT89, TWR72, Sovnger, Evil Nive ou Les Petits Pilous e em poucos meses ganhou um destaque incontornável – entre os seus pares e perante a crítica musical.
Já com um EP e dois albuns de estúdio lançados, deixo-vos aqui o single de estreia, já datado de 2007.

Radiohead - All I Need

Há aqueles dias em que uma certa canção não nos sai da cabeça...

Fashionably uninvited



"So fuck you and your mass media toys."

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pet: o terceiro single

É a partir de amanhã, que será publicado o terceiro single dos escoceses Pet.
Naturais de Edinburgh, os Pet dizem ser uma banda de "Ambient Noir Sweat Trunk Rap Lies Gypsy Grime Gutter Funk Latin Exotica Drone Pop", descrição da própria banda no seu facebook.
Continua a aguardar-se o album estreia, mas até fiquem com o novo single, totalmente lançado através da internet.

At the Drive-in: o regresso

Parece que os regressos estão cada vez mais na moda. Depois de bandas como Black Sabbath, Pulp, Van Halen, Stone Roses, também os At the Drive-in anunciaram o seu regresso para 2012, depois de um hialto de 11 anos.
Não me agradam nada quando as bandas regressam das cinzas para fazerem mais uns cobres. Ainda mais, os At the Drive-in terminaram no ponto mais alto da sua carreira, dando a entender que o dinheiro não era assim tão importante. Porquê o regresso? Só porque sim?
"Relationship of Command", album lançado em 2000, foi um dos discos mais importantes da década passada, para a minha pessoa. Por acaso é o CD que roda agora na minha casa, e por isso aqui fica um pequeno extracto:

The Glass - Washed Up

Os americanos The Glass estão de volta e brindam-nos com um single e video realizado por Rand Rosenberg. Não sei porquê, mas faz-me pensar no verão!



Azealia Banks - 212

Azealia Amanda Banks é uma das mais promissoras rappers americanas. Foi nomeada pela BBC como  "Sound of 2012". Mas a sonoridade de Azealia não para no rap, ela mistura várias influências, chegando mesmo - no caso do video escolhido - a tocar em doses equilibradas no samba e funk. Para aqueles que gostarem do som, podem vê-la em Portugal ao vivo no 18º Super Bock Super Rock.




sábado, 18 de fevereiro de 2012

Skeleton Hands - Dry Blood



Descobri esta cover dos canadianos Parallels, por acaso, e não resisti a ouvir em repeat. Os Skeleton Hands são um duo de dark-wave, naturais de Cincinnati, Ohio. Uma banda que decerto falarei aqui nos próximos tempos.

Música Nova: Masquer

Masquer são uma banda de rock sueca, de Estocolmo, formada no início de 2009 pela cantora e tecladista Kicki Halmos e o guitarrista Pelle Lundqvist. Kicki e Pelle, melhores amigos desde a adolescência, tocaram juntos em várias formações, como por exemplo com Axel Willner (aka The Field). Kicki é também membra do duo sueco pop Lowood.
O som característico dos Masquer é baseado na frustração de estar preso dentro da lentidão dos primeiros projectos de música do rock clássico, com a falta de progresso a transformar-se numa fonte de inspiração.
De repente, sem um baterista, os tambores foram programados e as linhas de baixo tornam-se parte integrante do sintetizador de Kicki, E estes são os elementos de uma grande parte do som característico do Masquer.
A lista de influências inclui nomes como The Cure, Sonic Youth e Cocteau Twins.



Site oficial

Manic Street Preachers - There By The Grace Of God



"And all the drugs in the world can't save us from ourselves"

(poderiam ter sido tão grandes)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mark Lanegan em Portugal

É um dos poucos concertos que me chama realmente neste período pré-Verão. Um dos músicos que mais respeito, Mark Lanegan, vem a Portugal para dois concertos: 30 de Março, no Porto, no Hard Club; e no dia seguinte é a vez de Lisboa receber o músico na Sala TMN Ao Vivo.
Talvez vá, talvez vá...

Mt. Sims - The Bitten Bite Back

Mount Sims (ou simplesmente Mt. Sims) é o nome artístico de Matthew Sims, um músico americano residente na Alemanha. Artista performático, DJ, produtor e músico. Os seus trabalhos anteriores estavam localizados no campo da música eletrónica, embora ele tenhas influências tão variadas desde o post-punk, new wave, techno e darkwave. Sims é quase exclusivamente responsável por toda a sua música, desde a voz, instrumentos e a produção. No entanto, os Mount Sims, neste momento incluem três integrantes, o próprio Mt. Sims, Rand Twigg Lange no baixo e Andre Lange na bateria.
Fiquem com uma faixa do mais recente album: "Happily Ever After...Again"

Soror Dolorosa - Low End

Mais uma das minhas grandes descobertas do ano passado, os Soror Dolorosa são uma banda formada em Toulose, no sul da França em 2001, com o intuito de ser fiel ao Post-Punk oitentista de grupos como Joy Division e Sisters Of Mercy, e ao Coldwave - a versão francesa do Darkwave.
"Blind Scenes" foi o disco lançado o ano passado, penso que o segundo da carreira, e foi ele que trouxe os Solor Dolorosa a noite passada, a Portugal. Tocaram pela primeira vez em Portugal, com os Alcest e os Les Discrets.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a qualidade deste teledisco, muito melhor do que muitas curtas-metragens.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Tomahawk - Capt Midnight

Tudo o que tem Mike Patton é genial. Dúvidas?



Wake up
Our past stops right now
I see light
Must be you
Watch and learn
Burning it blue
Blood boiling
In slow motion
Only shines
Distortion
Don't be afraid
What?
Are you surprised?
I'm stayin' alive, I spit in your eye, Drive a stake in you
Take me away, take me away
I gave you the world, it was all for you
But I'm sick and tired of wasting time, I want mine
Take me away, take me away
I gave you the world, it was all for you
Stinkin' lies, stinkin' lies, stinkin' lies
We'll die, tryin' to live so long
I can't wait
And I should
Leave the phone of the hook
Don't be afraid
Don't be afraid
Don't be afraid

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Metronomy - The Look

Não sei porquê, mas acho que esta é uma boa música para se ouvir num Domingo à tarde.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Richey Edwards, a Lenda

Fez no passado dia 1 de Fevereiro 17 anos que desapareceu Richey Edwards, guitarrista e letrista dos Manic Street Preachers.
Richey é dos elementos menos falado do famoso "clube dos 27", grupo de personalidades famosas que faleceram com esta idade. Dele fazem parte músicos como Kurt Cobain, Brian Jones, Jimi Hendrix, Jim Morrison, e mais recentemente, Amy Winehouse. O corpo de Richey nunca foi encontrado, e ele só foi dado como morto em 2008.
Richey Edwards, que também era conhecido como Richey James, começou a sua carreira nos Manic Street Preachers como motorista e roadie da banda, mas acabou por se tornar o quarto membro do grupo como guitarrista e compositor. Edwards tinha uma personalidade forte, marcante e controversa, começando a destacar-se no processo criativo e estético nas apresentações da banda, onde a sua participação como letrista foi ficando cada vez mais latente ao ponto de superar o principal compositor, o baixista Nicky Wire. "Holy Bible" é considerado por muitos como o melhor album da banda, eu até o considero um dos 10 melhores albuns dos anos 90, tem bem vincada a marca de Edwards, apesar deste disco não ter tido muita aceitação comercial.
Os problemas com o guitarrista e compositor começaram a surgir de forma preocupante enquanto o grupo conquistava o reconhecimento, Richey tinha fortes crises nervosas e reacções impulsivas. Steve Lamarcq, jornalista do NME, questionava a seriedade do grupo em perguntas que irritaram tanto o músico, a tal ponto que ele, diante do jornalista, cortou o braço com uma navalha ao escrever "4 Real", incidente que fez com que Richey acabasse hospitalizado, e levando 17 pontos nas feridas.
A atitude do músico gerou desconforto dentro do grupo, as notícias em volta dele não eram nada boas e os tablóides não perdoavam, entre 94 e 95 acabou por ser internado devido a colapsos nervosos, e aos poucos a sua vida tornou-se um livro aberto recheado de declarações depressivas que o faziam voltar no tempo ao relatar que desde a infancia não se sentia uma pessoa normal, não se sentindo confortável consigo mesmo. A depressão era constantemente aliviada com a auto mutilação, Richey cortava-se ou queimava-se com cigarros para enfrentar a dor e os pesadelos pessoais, e logo as drogas passariam a ser o ponto máximo do seu descontrole.
No dia 1 de fevereiro de 1995, Richey, abandonou o hotel em que estava hospedado, em Londres, deixando no quarto o passaporte e cartões de crédito. O seu carro foi encontrado uma semana depois, perto da ponte Severen Bridge, em Bristol, local conhecido como palco de suicídios. O corpo de Richey, contudo, nunca foi encontrado. De vez em quando, aparecem relatos de que ele teria sido visto em locais improváveis.
Os Manic levaram algum tempo até decidir continuar a tocar, mesmo sem Richey.O próximo disco, “Everything Must Go”, saía para a rua em 1996, ainda com canções de Richey. A verdadeira homenagem seria no album seguinte, "This is My Truth, Tell Me Yours", que contava com uma faixa que era claramente dedicada a Richie Edwards, "Nobody Loved You".



What's your story baby
No control of what I am saying
Winter leaves still make me believe
No vendettas, just a cherry blossom tree

Never had the chance to take you home
Now there's no reason just another tomorrow
You keep giving me your free airmiles
What would I give just for one of your smiles
Just for one of your smiles

Nobody loved you - nobody made you feel so alone
Nobody loved you - no no
Nobody loved you - nobody made you feel so alone
Nobody loved you - no no

Let me turn down all these lights
And sit with me then you can hold me tight
Give me some more of your carrier bags
And let me dream of a new autumn light

Tell me your story baby
What's your poison and what is your honey
You've stopped me hurting but so much disorder
Winter flowers did you ever forgive her
Did you ever forgive her

Nobody loved you - nobody made you feel so alone
Nobody loved you - no no

Cherry blossom tree - but at least you are free
Nobody loved you - like me

It's unreal now you're gone - but at least you belong
Nobody loved you - no - no

What's your story baby
No control of what I am saying
Winter leaves still make me believe
No vendettas, just a cherry blossom tree
Just a cherry blossom tree

Podem ficar a saber um pouco sobre a morte de Richey Edwards neste site.

Tokyo Police Club - Citizens of Tomorrow

Mais uma banda canadiana, desta vez de Newmarket, perto de Ontário. Muito prometiam com o EP de estreia, chamado "A Lesson in Crime", lançado em 2006, e do qual extraímos este excelente "Citizens of Tomorrow".
Não vingaram completamente, mas deixaram atrás de si uma carreira interessante.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Música Nova: Ceasefire

Ceasefire são uma banda americana formada em Orange County, Califórnia, em 2011. O line-up é formado por Ray Alexander (vocais), Kamren Alexandre (guitarra), Mark Allan (guitarra baixo) e Anthony Hainsworth (bateria). Os Ceasefire são conhecidos pelas suas melodias vocais cativantes com grandes riffs de guitarra, que são descritos como um combinado de new wave dos anos 80 e 90 com a música moderna.
Em agosto de 2011, entraram em estúdio com Paul Fox e Tim Palmer e gravaram o primeiro single "This Love Will Tear Us Apart". Ao longo dos últimos meses têm tido algum airplay na MTV, e em outros canais de televisão, sendo considerados uma boa promessa para o futuro. Eles estão de volta ao estúdio e aguarda-se o segundo single, previsto para ser lançado este mês.
Aqui fica a aposta.

Love and Rockets - Saudade

Em plenos anos anos 80, das cinzas dos míticos Bauhaus nasciam os Love And Rockets. Peter Murphy embarcou para carreira a solo em 1983, e os restantes três membros formaram uma nova banda chamada Love and Rockets. Apesar do estatudo de "goth rock" dos Bauhaus, os Love and Rockets caminharam para um som mais pop, e mais limpo.
O primeiro grande hit a uma escala mundial, surgiu apenas alguns anos depois do lançamento do primeiro album, e chamava-se "So Alive". Este single, chegou a nº 3 do top americano, feito que os próprios Bauhaus nunca conseguiram alcançar.
Em 1999 chegaram ao fim, regressando 8 anos depois para uma série de concertos.
Hoje tenho para vocês um tema incluído no album de estreia, "Seventh Dream of Teenage Heaven", cujo título sugere muita coisa..."Saudade".

Wolf Parade - "Apologies To The Queen Mary"

Em 2005, quando do lançamento de "Apologies to the Queen Mary", achava-os uns primos bastante próximos de Arcade Fire, e de facto eles têm muito em comum com esta banda. Por exemplo, ambas as bandas são de Montreal, e os seus músicos colaboram entre si várias vezes, e as duas bandas chegaram a andar juntas em tournée.
"Apologies To The Queen Mary", de 2005, é o álbum indie perfeito e um precursor de bandas como The XX e Clap Your Hands Say Yeah. A primeira coisa a destacar neste disco é que não precisamos de nos preparar psicologicamente para ouvi-lo, apesar do som ser bastante criativo, meio depressivo, cheio de sintetizadores e vocais à la Arcade Fire, todos os elementos foram dosados em cima de um rock rápido e limpo e o intuito aqui é agradar aos ouvidos.
A voz bêbada e por vezes desesperada do vocalista é a cereja no topo do bolo, mas só a cereja, porque neste álbum tudo ficou perfeito, os arranjos são tão harmoniosos e as melodias tão envolventes.
Muito prometeram os Wolf Parade nesta estreia. Mas os Arcade Fire é que embalaram.
Fiquem com "Modern World". Uma das faixas mais bonitas deste disco.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

D'Angelo is back

Existem por aqui fãs do bad boy do R&B norte-americano ?

Eu sou fã incondicional. Mas como todos os admiradores do Sr Michael Eugene Arqueiro , ando a pão e água desde 2000 - data do incrível Voodoo. Mas existem novidades. O nosso desaparecido amigo vai lançar o álbum James River ainda este ano (em principio) e começou muito bem, com a ajuda do talentoso e incrivel James Blake neste remix de “Left & Right”. Quero mais!





Austra - Spellwork

Uma das melhores propostas do trio canadiano Austra no seu album de estreia, Feel it Break, é este excelente "Spellwork", tema que procura um som marcado por fortes referências místicas, como é abordado no videoclip. Moldado por coreografias mágicas com um toque de misticismo, Spellwork (que traduzido para português poderia significar “encantamento”) reforça a boa fase inicial do grupo.
Os Austra são uma banda de wave/eletro-goth. Este video contou com a realização de Yelena Yemchuk, conhecida pelo seu trabalho com os Smashing Pumpkins. Diz-se que até teve um caso com Billy Corgan.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Source Tags & Codes", o disco de uma década

A década que passou foi uma década louca. A evolução da internet possibilitou a mim e a muitas outras pessoas o descobrir de um número de bandas inimagináveis na década anterior. Não houve um "OK Computer" nem um "Screamadelica", mas houve Arcade Fire, Interpol, Franz Ferdinand, The White Stripes, e tantos outros nomes que foram empurrados para a ribalta, e não me venham dizer que a internet não teve influência directa.
No início da década passada eu era um "music nerd". Vasculhava a internet de uma ponta à outra procurando a "next big thing", para depois divulgar pelos meus amigos, que eram como eu. Na altura, a minha Bíblia era o site Pitchfork. Naquela altura, ainda não havia tantos sites decentes como se podem encontrar hoje em dia, e este era sem dúvida o mais influente. Pelo melhor, e pelo pior. Tudo o que o site dizia era sagrado, para mim e para uma legião de seguidores.
Tal como a maioria dos sites, havia uma classificação dada a cada album que variava entre 0 e 10. Poucos eram os que ultrapassavam a nota 9, mas no dia 28 de Fevereiro de 2002 houve um que teve nota 10. Algo que eu nunca tinha visto, e claro, que me chamou a atenção.
Eu gostava de bandas com nomes esquisitos, que nunca ninguém tinha ouvido falar, e assim tinha acabado de descobrir os ...And You Will Know Us by the Trail of Dead, ou apenas Trail of Dead, para os amigos. Já com dois discos lançados ainda em plena década de noventa, "Source Tags & Codes" marcava a estreia da banda numa major. Na maioria dos casos, esta era a altura em que bandas começavam a deixar as raízes, marcando o início do declinio, mas tal não sucedeu com os Trail of Dead.
Muito conhecidos pelos seus espectáculos incendiários com propensão para violência física, por vezes rasgando a barreira entre palco e o público, os Trail of Dead poderiam ser o futuro, não do rock 'n' roll, mas de algo bem mais inspirador e cativante com ""Source Tags & Codes". Denso, belo, complexo, assustador, explosivo e perigoso, isto é tudo o que o rock dos Trail of Dead aspira a ser: intenso, canções incríveis dispostas perfeitamente e executadas com grande habilidade e paixão.
Provavelmente a nota 10 dada pelo Pitchfork poderá ter sido um engano, segundo palavras do próprio crítico Matt LeMay, mas talvez de outra forma eu não me tivesse apaixonado tanto por este disco, ao ponto de continuar a considerá-lo o melhor deste século e um dos mais épicos que ouvi até hoje.
O futuro não seria muito brilhante para esta banda. Mas se não sabem, não queiram saber mais. Fiquem por aqui.
Deixo o single de maior sucesso: "Another Morning Stoner"

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Porcelain Raft - a estreia

O italiano Mauro Remiddi que estará em território nacional a 11 de Março no Hard Club, Porto e a 12 de Março no Lux, em Lisboa, lançou o seu primeiro álbum - o nome é Strange Weekend e divaga pelo mundo da synth e dream pop. O single de estreia é denominado 'Unless You Speak From Your Heart'. Parece-me que é de ouvir e de ficarmos atentos à espera de mais.







John Talabot - ƒin

É domingo, está frio. O som ideal para este cenário? John Talabot e o seu novo albúm ƒin. Com destaque para o single So will be now. Para os fãs deste tipo de sonoridade fica a dica - Talabot, o músico catalão estará em Portugal no dia 17 de Fevereiro, no Porto (no espaço do Traçadinho) 





Música Nova: The Chain Gang of 1974

The Chain Gang de 1974 é o projecto do multi-instrumentista e DJ Kamtin Mohager, de música alternativa de dança. Nascido em San Jose e criado no Hawai e, posteriormente, Denver, a primeira paixão de Mohager era o hóquei, mas depois de ouvir a música dos Tears for Fears "Everybody Wants to Rule the World" no filme Real Genius, o adolescente descobriu que queria fazer música.
O nome do projecto refere-se ao álbum dos The Raveonettes "Chain Gang of Love", e o ano de nascimento de outro dos seus músicos preferidos, Ryan Adams. Depois de tocar baixo em tournée com os 3OH!3 desde 2007 a 2010, Mohager lançou o projecto Chain Gang de 1974. Editado em 2010 pela sua própria editora Golden Gold, a coleção das primeiras gravações originaram o nostálgico primeiro trabalho de nome White Guts, que ía buscar influencias ao electro, synth pop e pós-punk, acentuado pela influência dos Daft Punk com um estilo vocal a fazer lembrar os Passion Pit. Mais tarde, na sequência de uma ruptura com a antiga namorada, Mohager mudou-se para Los Angeles e escreveu Wayward Fire, um diário musical que explorava esse relacionamento fracassado, e que acabou em disco, com lançamento em Junho do ano passado.
"Wayward Fire" é o trabalho que roda por aí, e que tem originado algum burburinho nos circuitos mais alternativos. Deste album, escolhi a faixa "Teenagers", mas todo o album pode ser ouvido no Youtube, e recomenda-se.

Colder - To the Music

De vez em quando apetece tirar estas pérolas do baú. Os Colder são uma banda francesa.

Colder - To the Music
Album - "Heat"
Ano - 2005

Música Nova: The Wars

Naturais de Berlin, na Alemanha, o trio The Wars são uma das maiores promessas do panorama indie/rock actual.
Já com uma série de E.Ps e singles lançados, todos através da internet, chega-nos agora "Parsec", o mais recente single da banda que vem anteceder o lançamento do primeiro album, agendado para 22 de Março deste ano. "Healings" será o seu nome.
Grande promessa, sem dúvida.
Podem ficar a conhecer mais pormenores sobre a banda no site oficial, aqui.
Fiquem com o fantástico video de "Parsec".

I Like Trains - Sirens

I Like Trains (anteriormente chamados iLiKETRAiNS) são uma banda formada por Dave Martin (guitarra, vocais), Guy Bannister (guitarra, sintetizadores, vocais), Alistair Bowis (baixo). Oriundos de Leeds, cidade do norte de Inglaterra, já lançaram vários trabalhos desde o início da banda em 2004, passando normalmente por despercebidos.
Fazendo um tipo muito diferente de música sombria e lenta, o termo “felicidade” é exatamente o oposto da sonoridade desta banda. As suas músicas são inspiradas em episódios trágicos da história do Império Britânico, e já trabalharam com quatro gravadoras diferentes.
Encontram-se neste momento em estúdio, e é dos projetos que mais aguardo este ano. Deixo-vos com o mais recente single, de 2009: Sirens.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

The Maccabees - Feel To Follow

A banda de indie rock londrina lançou em Janeiro deste ano o álbum Given to the Wild - o terceiro da sua carreira. Pelican foi o single de apresentação, mas o meu destaque vai para Feel To Follow - cujo video, merece destaque. 






Labyrinth Ear - Apparitions

No dia 7 de Fevereiro é posto à venda o disco da dupla inglesa (Emily Jacobs e Tom Evans) - Labyrinth Ear. Com uma sonoridade muito pop electrónica e alguns momentos synth, apresentam o primeiro EP do álbum, denominado Humble Bones e realizado por Brendan Canty





Site oficial: http://labyrinthear.com/

Missiles

Deep in the country
The factories hide
Where they make the missiles
That run our lives

Who the hell makes those missiles?
Who the hell makes those missiles?
Who the hell makes those missiles?
When they know what they can do?

They've got the money.
They've got the know-how.
It's all above our heads;
It's coming down now

Missiles cause damage
And make an eerie sound.
Missiles leave carnage
Where there once was a town

Who the hell makes them?
Who the hell makes them?
Who the hell makes those missiles?
When they know what they can do

The Sound - Missiles

Música Nova: The Rope

De Minneapolis, chegam-nos os The Rope. Quinteto influenciado pelas bandas de post-punk dos anos 70 e 80. Há alí muito de Sisters of Mercy, Joy Division, The Cult e na voz parece que estamos na presença de Jesse Hagon dos Psychedelic Furs.
Por enquanto ainda só se ouve o primeiro E.P., mas há que lhes dar atenção.

Where are they?: The Ark

Os The Ark eram uma banda sueca bastante promissora, que no início da década de 2000 conseguia chegar a quase todo o mundo com o seu album de estreia. "We Are The Ark" seria muito bem recebido, aclamado tanto pelo público como pela crítica. "It Takes A Fool To Remain Sane" foi um single que me agradou bastante, e colocou a banda em muitos tops de música alternativa.
Depois, e apesar de terem lançado mais alguns albuns, com maior ou menor sucesso interno, os The Ark desapareceram da minha vista. Soube que em 2007 participaram no Festival Eurovisão da Canção sueco, e venceram. Depois ficaram-se pelo 18º lugar na geral. O simples facto de terem participado já é um mau indicador para mim.
Como recordação, aqui fica uma das minhas músicas preferidas do início do século em que vivemos.

As Três Maiores Descobertas de 2011 By Chico

Não sou muito de fazer balanços anuais, nem listas de best of. Aquilo que sentimos naquele momento pode não ser o mesmo que iremos sentir no futuro, por isso deixei-me dessas coisas.
Mesmo assim, resolvi começar este novo projecto, com a minha amiga Sofia, com uma pequena lista das três bandas mais interessantes que descobri o ano passado.
Três bandas um pouco diferentes, mas que têm uma sonoridade bastante parecida, dentro do post-punk que se faz hoje em dia, e que nos chegam de países diferentes.

HUMAN TETRIS
Banda de Moscovo formada em 2008. Desde então lançaram 2 Singles, e 3 E.Ps, com o album de estreia a ver a luz do dia neste início de Fevereiro. Chama-se "Happy Way in the Maze of Rebirth"


SOVIET SOVIET
Trio italiano, também com origem em 2008. Dois singles lançados, e finalmente um mini-album que viu a luz do dia em Junho de 2011. Com linhas de baixo palhetadas, guitarras ora secas ora carregadas nos efeitos, e uma voz bastante angustiada. Assim são os Soviet Soviet.


THE EXPLODING BOY
Chegam-nos de Estocolmo, na Suécia, os The Exploding Boy, e apresentam um estilo musical que apesar de se influenciar no Post Punk e na New Wave podemos considerar como Power Pop, porque devido a uma produção mais moderna os seus ritmos são mais frescos e animados. Em 2011 saíu “The Black Album”, que já é o terceiro album da banda.


Três bandas que provavelmente vão passar por despercebidas, mas aqui ficam as sugestões.

As Três Maiores Descobertas de 2011 by Sofia

Como dizer que não a um novo projecto que envolve música e o meu amigo Francisco Rocha?
Impossível.
Aproveitando o facto de ainda estarmos no inicio do ano e de 2011 ainda estar fresco na nossa memória, eis as minhas três surpresas musicais no ano que passou:


She Wants Revenge - Take The World


Metronomy - The Look


Mirror Mirror - Interiors